Floriano Pesaro fala para Juventude do PSDB

 ”O Quarentão que faz”

 Beirando os “40”, ele já presidiu a Juventude do PSDB e participou intensamente da vida partidária e de Governos como FHC, Geraldo, Serra e Gilberto Kassab.

 

Os cabelos impecavelmente pretos e o “jeitão” de garoto escondem um dos mais preparados quadros do PSDB que hoje comanda a Assistência e Desenvolvimento Social de SP.

 “Deveria só chamar Secretaria de Desenvolvimento Social” disse logo ao assumir o cargo, logo no início da gestão SERRA, ocasião que mostrava a alguns jovens quadros e prospectos do que viria a ser sua principal campanha: Dê mais que Esmolas! Dê Futuro! 

Floriano é um cara competente, simpático e conhecido por agregar amigos e parceiros.

Companheiro de primeira hora, sempre está disposto a orientar e ajudar seus companheiros de luta!

 

 Na assistência social, teve habilidade de articular os programas antes difusos dentro de uma complicada máquina administrativa e soube, além de organizá-los dentro de dois grandes programas, dar consistência técnica e otimizar recursos, marcas de gestões do PSDB. 

Floriano teve escola!

Foi adjunto do então Secretário da Casa Civil ARNALDO MADEIRA. Sua sala com vistas para o belo largo do Anhangabaú, arejada por grandes janelas que remontam os tempos da arquitetura “art deco”, típicas do Centrão de São Paulo, ostentam na parede fotos e recortes de jornais dos feitos “Florianísticos”, como fotos ao lado de FHC e recortes sobre o “Bolsa Escola” programa que coordenou com o Min. PAULO RENATO. 

Leia íntegra.

 O TJ procurou o Secretário Floriano para uma entrevista. Ocupado com a implementação de inúmeros projetos, Floriano nos atendeu por telefone. “O Zé cadê a minha entrevista no Blog? Se não conseguimos nos encontrar vamos fazer por telefone mesmo!” Disse Floriano correndo entre uma agenda e outra. 

“Isso está uma loucura! Fiz 5 agendas hoje. Minha assessoria quer me matar” brincou Floriano referindo-se ao seu assessor de agenda.

 Floriano oscila da simpatia extrema à irritabilidade dura de quem tem em seus ombros a responsabilidade sobre a vida de milhares de pessoas que habitam a nossa cidade e, muitas vezes, correm risco de vida e sofrem com a dura condição de viver abaixo da linha da pobreza. 

Formado em Sociologia pela USP e pós-graduado em Administração Pública e Liderança pela Escola de Governo de São Paulo, Floriano Pesaro ocupou o cargo de secretário do Programa Bolsa Escola Federal na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (2001 e 2002), o que lhe gabaritou para gerenciar, em São Paulo, sete programas de transferência de renda no município; conselheiro Titular do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) do Ministério da Previdência e Assistência Social (2001 e 2002); e diretor do Programa de Financiamento Estudantil (FIES) do Ministério da Educação (1999 e 2001).

Floriano Pesaro não pensa duas vezes antes de definir a prioridade da assistência social no município de São Paulo: criança.

 “Criança é prioridade nesta secretaria. Tirá-las do trabalho infantil e inseri-las nas atividades do pós-escola, no contra-turno escolar, é a nossa meta. Criança não pode trabalhar. Lugar de criança é na escola”, afirma o secretário.

Quanto às crianças que vivem nas ruas, o secretário explica que o trabalho maior é de reinserção familiar, já que os vínculos dessa criança com sua família e/ou sua comunidade já foram rompidos. “Mas não desistimos de tirá-las das ruas e reinseri-las em suas famílias e na sociedade”, completa.

Pergunta: O que a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social tem feito para retirar das ruas e do trabalho infantil urbano crianças?

Floriano Pesaro: Por determinação do então prefeito José Serra, e com apoio total do atual prefeito, Gilberto Kassab, a Secretaria lançou em outubro de 2005 o Programa São Paulo Protege, que retira crianças das ruas e do trabalho infantil urbano, articulando seu ingresso prioritário em programas de educação, principalmente o pós-escola, em parceria com cerca de 350 ONGs conveniadas. Diversas ações foram postas em prática, como, por exemplo, a intensificação no trabalho dos Agentes de Proteção Social, que abordam as crianças e adolescentes que trabalham nos 180 principais cruzamentos da cidade. Lançamos ainda a campanha “Dê mais que esmola. Dê futuro”.  Pergunta: Qual a intenção dessa campanha?Floriano Pesaro: É conscientizar e sensibilizar a população a não dar esmolas nem comprar nada de crianças e adolescentes que trabalham nos faróis da cidade. As pessoas precisam entender de uma vez por todas que, ao fazer isso, estão contribuindo com o trabalho infantil, comprometendo o futuro da criança, de sua família e de toda a sua comunidade com a perpetuação da miséria. Além disso, comprar produtos nas ruas é um ato ilícito, já que esses produtos ou são roubados, ou são contrabandeados ou são pirateados.Não é dando dinheiro que se ajuda uma criança. Muito pelo contrário. Toda criança deve estar em casa, brincando, ou na escola, estudando e construindo seu futuro. Na rua, elas estão expostas à violência moral, física e sexual. A criança que vive ou trabalha nas ruas tem sua infância e futuro roubados.  Pergunta: O Sr. Promoveu uma verdadeira cruzada contra as esmolas. Fale um pouco sobre as esmolas. Afinal, dar ou não dar esmolas?Floriano Pesaro: O ato de dar esmolas precisa passar por essa mudança de foco: em vez de dispersar as doações pontuais nas ruas, é preciso canalizá-las para garantir, com projetos sociais sérios, o direito da criança à convivência familiar, à proteção, à educação e ao seu desenvolvimento integral, inclusive o de brincar, de crescer com saúde física, mental e psicológica. Ao dar dinheiro ou comprar bala de um menino ou de uma menina que trabalha em algum dos semáforos da cidade, a pessoa pode até amenizar a sua consciência e o seu coração, mas, ao invés ajudar, está prejudicando em muito o futuro dessa criança. Está contribuindo com o trabalho infantil e a afastando dos programas sociais promovidos pelo governo. Na maioria das vezes, o dinheiro que arrecada não fica com a criança e pouco com as suas famílias. Vai parar nas mãos de um aliciador! Isso é seríssimo. Nossas crianças são violadas em seus direitos básicos a olhos nus. Não podemos compactuar com isso. Pergunta: E quem é o aliciador?Floriano Pesaro: Pode ser o pai, a mãe, um tio ou simplesmente um adulto que usa crianças e adolescentes para ganhar dinheiro. Muitas vezes, o aliciador faz isso com o consentimento dos pais da criança. A criança acaba sendo “alugada” pelos seus pais. Se você pensar no dinheiro que esse aliciador ganha… Estimativa da Secretaria mostra que cada criança tira, em média, R$ 30,00 por dia nos faróis. No final do mês, cada criança entrega, de mão beijada e sob coação, mais de R$ 400 ao aliciador, se considerar a atividade de segunda a sexta. Pergunta: Se não é bom dar esmolas nem comprar produtos de crianças nas ruas, como a pessoa pode ajudar, então?Floriano Pesaro: Por ano, o paulistano doa, em média, R$ 400 nas ruas, estimativa da nossa Secretaria. Então, por que não pegar esse dinheiro e encaminhar a algum projeto social reconhecido? São centenas de ONGs em toda a região metropolitana. A pessoa pode direcionar esse dinheiro às organizações sociais que trabalham de forma séria e comprometida para tirar as crianças e adolescentes da rua. Quem quiser contribuir pode doar ainda ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD), jamais nas ruas. Pergunta: Como saber se o dinheiro que a pessoa doou está sendo realmente bem empregado em ações sócio-educativas junto a essas crianças e adolescentes?Floriano Pesaro: É possível fazer a doação para o Programa São Paulo Protege, por meio do FUMCAD, com direito a desconto no Imposto de Renda devido para pessoas físicas (6%) e jurídicas (1%). Tudo é muito transparente. Se for doar para o Fundo, a conta é: Banco do Brasil, agência 1897-X, conta corrente 5738-X. Vamos canalizar essas doações a projetos sociais apoiados e gerenciados pelo FUMCAD. O site da prefeitura é www.prefeitura.sp.gov.br  Pergunta: E a Secretaria já colheu resultados positivos com essas ações?Floriano Pesaro: Já tiramos das ruas mais de 2 mil crianças. Em 2005, existiam na cidade 4030 crianças, entre as que vivem nas ruas e as que trabalham nos faróis. Em setembro de 2007, divulgamos um censo que a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) fez junto às crianças que vivem ou trabalham nas ruas da capital. O resultado foi surpreendente: são hoje 1842 crianças, sendo 1040 que trabalham nos faróis e outras 802 que vivem nas ruas. Pergunta: E qual a diferença entre crianças que vivem nas ruas e crianças que trabalham nas ruas?Floriano Pesaro: Criança que trabalha na rua tem casa, família, está na escola e vai para os faróis no contra-turno escolar. Já em relação às crianças que vivem nas ruas, o trabalho maior é de reinserção familiar, uma vez que os vínculos dessa criança com sua família e/ou sua comunidade já foram rompidos. Mas não desistimos de tirá-las das ruas e reinseri-las em suas famílias e na sociedade. Pergunta: Que trabalho é feito com criança e/ou adolescente que é retirado das ruas?Floriano Pesaro: Crianças em situação de trabalho infantil urbano têm de estar estudando na escola e no pós-escola, ou seja, no período complementar ao da escola. Nosso trabalho consiste em convencer os pais ou responsáveis por essa criança que isso é o melhor para ela. Para tanto, elas estão sendo incluídas no PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), que paga uma bolsa mensal de R$ 40 por criança fora do trabalho infantil, matriculada na escola e em atividades sócio-educativas e de convivência no período complementar. As famílias dessas crianças também estão sendo incluídas no Programa Ação Família – viver em comunidade, que garante acesso prioritário a serviços, programas e benefícios públicos, e em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família ou o Renda Cidadã. No Ação Família, que é outro programa importante da Secretaria, as famílias participam de atividades sócio-educativas e desenvolvem habilidades para a inserção no mercado de trabalho e de geração de renda. A contrapartida é a mesma: manter os filhos na escola e no pós-escola e longe do trabalho infantil. Pergunta: Além do trabalho infantil urbano nos faróis, quais outros tipos de trabalho infantil na cidade de São Paulo?Floriano Pesaro: Temos de tudo: de vendedores ambulantes a criança que cata latinhas e outros materiais recicláveis. Tem ainda o flanelinha, que é o guardador de carros, e até trabalho infantil doméstico. Este é bem mais difícil de diagnosticar, pois é silencioso, precisa ser denunciado. Pergunta: Qual a rede de equipamentos da Secretaria e quantas crianças são atendidas?Floriano Pesaro: A Secretaria atende cerca de 60 mil crianças por mês em seus equipamentos. São 400 Núcleos Socioeducativos, 66 abrigos, 14 Crecas, os Centros de Referência da Criança e do Adolescente, e 4 Casas de Acolhida. Pergunta: O programa Ação Família atua nessa mesma linha, com crianças?Floriano Pesaro: Não só com crianças, mas com a família toda e a comunidade onde essa família está vive. Não adianta trabalhar só a família, se a comunidade não está envolvida.  Pergunta: O que o Programa Ação Família- viver em comunidade?Floriano Pesaro: O Ação Família – viver em comunidade promove o fortalecimento e a emancipação das famílias em situação de extrema pobreza e garante o atendimento dessas famílias junto aos serviços públicos governamentais e não-governamentais. O Programa está sendo expandido. Passaremos a atender mais de 55 mil famílias em 47 CRAFs, que são os Centros de Referência Ação Família, praticamente na cidade toda.   Pergunta: E quantas famílias pobres existem em São Paulo?Floriano Pesaro: Em São Paulo, existem 338.172 famílias vivendo em situação de alta vulnerabilidade social, o que totaliza 1.345.577 pessoas – o equivalente a 13% da população. São indivíduos vivendo em péssimas condições de saúde, educação, renda e moradia. Vivem com até ¼ de salário mínimo por pessoa da família. Pergunta: E já houve melhora na situação dessas famílias?Floriano Pesaro: Muita. Acabamos de tabular uns dados sobre o grau de satisfação das famílias e os benefícios que elas já conquistaram. Por exemplo, houve um aumento muito significativo das pessoas que tiraram pela primeira vez a documentação dos filhos ou providenciaram a segunda via de documentos. Isso é incrível, pois as famílias não conseguiam nada, como escolas para os filhos, sem documentos. Documentação é cidadania. Com o Ação Família, as famílias começam a buscar seus direitos. Além disso, há família que estão conseguindo gerar renda, comercializando suas produções das oficinas. Ou seja, elas “conseguem caminhar com as próprias pernas”, a idéia é torná-las auto-sustentáveis.

4 Respostas para “Floriano Pesaro fala para Juventude do PSDB”


  1. 1 Ana Cristina Março 11, 2008 às 7:03 pm

    Floriano está de Parabéns!

    Político honrado, corajoso,inteligênte, informado arrojado!!!quem acompanha seu trabalho só pode elogiar, o Brasil precisa de mais um tanto desse tipo de político, comprometido com o todo e com um claro projeto de vida, mudar esse país, desenvolver as pessoas, já escutei uma entrevista na qual ele dizia que não dá para um país crescer com um gap cultural e economico tão grande entre as classes sociais, um garoto de visão!

    Um pessoa admirável, um político raro, como ele existem poucos, o comprometimento do Sr.Floriano, afinal quase um quarentão é com o todo, muito além de seu próprio umbigo oque é próprio da maioria dos polítiqueiros de nosso país!

    É isso que o Brasil precisa de uma pessoa com atitude!

    Floriano parabéns, contínue assim e por favor não se deixe influenciar pelos abutres que vivem te rondando! Força na Peruca e sucesso hoje e sempre!!!!

    Ana Cris

  2. 2 joserubens Março 12, 2008 às 4:44 pm

    O Floriano é um grande cara!

    Obrigado pela entrevista!

    Zé Rubens

  3. 3 José Março 18, 2008 às 12:11 pm

    Sr. Floriano, está realmente de parabéns, é visível a redução do número de crianças na cidade de São Paulo!

    Esta campanha para não dar esmolas está muito bem disseminada, é inteligente visto que trabalha de diversas formas, aonde menos se espera lá está ela…assim vai fixando a mensagem no incosciente, vê se aqui, ali e acola, e quuando menos se espera a mensagem já nos interiorizou…

    Eu era um desses tantos que dava esmolas nas ruas, hoje não dou nada nas ruas, colaboro com uma ong aqui perto de casa!

    E vivo a dizer a todos que nada deêm nas ruas!

    É isso Secretário, Parabéns pelo seu trabalho, o Sr. realmente é um homem de visão!, precisamos de mais políticos como o Senhor! Contínue!!!

    José Mauricio

  4. 4 Rosana Junho 4, 2008 às 4:36 am

    Maravilha…multiplique-se Senhor Floriano, nosso pais agradecera. Ja estamos fartos de perfis que não tem visão coletiva nem estrategias a longo prazo. Seria maravilhoso vermos as secretarias publicas geridas por pessoas como o senhor. Obrigada por acender uma centelha crivel em minha alma a respeito de politicos.Não se deixe ser modelado pelo famigerado estado de corrupção que assola nosso pais. Precisamos mesmo de bravos e corajosos como o senhor.


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